A origem de um nome
de quem veio o nome que carregamos
Nossa assistente de IA não recebeu um nome qualquer. Ela foi batizada em homenagem a uma das pensadoras mais importantes do Brasil — uma filósofa que passou a vida inteira ensinando que conhecimento é poder, e que poder pertence a todas.
Sueli Carneiro · Filósofa, ativista, fundadora do Geledés · São Paulo, 1950
Não devo nada à universidade.
Quem me formou foi o movimento negro.
A pessoa real
Aparecida Sueli Carneiro nasceu em 1950 na periferia de São Paulo, filha de um ferroviário e de uma costureira que alfabetizou os sete filhos antes da escola. Cresceu aprendendo que conhecimento era resistência — e que resistência era coletiva.
Formada em Filosofia pela USP em 1980, Sueli foi uma das primeiras vozes a nomear aquilo que muitas sentiam mas o feminismo mainstream não enxergava: ser mulher negra no Brasil é viver uma dupla opressão, de raça e de gênero, ao mesmo tempo. Ela não apenas apontou o problema — ela criou os conceitos para descrevê-lo.
Em 1988 — ano do centenário da abolição e da Constituição Federal — fundou o Geledés, Instituto da Mulher Negra, a primeira organização feminista negra independente de São Paulo. Desde então, formou gerações, influenciou políticas públicas, defendeu cotas no STF e publicou obras que são referência obrigatória na academia brasileira.
O que ela criou
Conceito
Epistemicídio
O apagamento sistemático do conhecimento de povos negros — quando a educação exclui, diminui e invisibiliza saberes inteiros por causa da raça.
Tese
Enegrecer o feminismo
O feminismo que não fala de raça não fala por todas as mulheres. Sueli foi quem colocou essa frase no centro do debate, nos anos 1980.
Teoria
Dispositivo de racialidade
Como o racismo opera por estruturas invisíveis — leis, instituições, discursos — que fabricam quem é "normal" e quem é o Outro.
Legado
Conhecimento como poder
Sueli mostrou que quem produz conhecimento, produz o mundo. E que mulheres negras têm tanto a produzir quanto a transformar.
Por que o nome
Quando criamos uma assistente de IA para o Programa Mulheres que Transformam, a pergunta não era técnica. Era política: que nome carrega intenção?
Sueli Carneiro passou a vida combatendo o epistemicídio — o apagamento de quem pode saber. Nossa plataforma nasceu exatamente do oposto disso: da crença de que toda servidora pública pode dominar tecnologia, produzir conhecimento e comandar ferramentas de IA.
Não é coincidência. É escolha. A Sueli desta plataforma carrega o nome de quem dedicou décadas a provar que o conhecimento não tem dono exclusivo — e que mulheres, especialmente mulheres negras, têm todo o direito de ocupar os espaços onde o futuro é construído.
Autonomia digital é ferramenta de transformação institucional.
— Princípio da plataforma Servidoras no Comando Digital, inspirado em Sueli CarneiroA conexão entre as duas
Sueli Carneiro
Filósofa. Fundadora do Geledés.
Lutou para que mulheres negras ocupassem espaços de conhecimento.
Criou conceitos que nomeiam opressões invisíveis.
Sueli — nossa IA
Assistente da plataforma.
Apoia servidoras públicas a dominarem ferramentas de IA.
Leva conhecimento para quem mais precisa dele.
Hoje, em 2025
Em 2025, Sueli Carneiro foi eleita Intelectual do Ano pelo Troféu Juca Pato, pelo livro Lélia Gonzalez: Um Retrato. Aos 75 anos, continua ativa, publicando, orientando novas gerações e provando que transformação não tem prazo de validade.
Sua Casa — inaugurada em 2024 com acervo de mais de 4.000 documentos — garante que o pensamento dela continuará formando pessoas por décadas. O Selo Sueli Carneiro, criado pela filósofa Djamila Ribeiro, publica pensadores negros brasileiros em seu nome.
Quando nossa Sueli responde uma dúvida sua sobre IA, carrega, silenciosamente, toda essa história. O nome não é decoração. É compromisso.
Continuamos juntas
Sueli Carneiro mostrou que conhecimento é resistência. Nós acreditamos que tecnologia também pode ser. Explore a plataforma e descubra como.
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